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subjetivando


MUDEI

Foi assim: enchi. comprei roupas novas. sumi. colecionei papéis com minha letra. vendi borboletas. colecionei. resolvi voltar. descobri. aprendi novas cores. mudei!

Agora é: http://dacaixinhademadeira.blogspot.com/

=*



Escrito por mim às 23h07
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Supre meu vício?
Devolve minha cor?
Meu sabor?
Meu sambar?
Minha flor?
Meu sonhar?
Meu respirar?
Meu guaraná?
Meu  m a s t i g a r ???



Escrito por mim às 11h07
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Estou escrevendo assim de surpresa né? Há muito tempo não te escrevo mesmo. Mas aí hoje senti uma coisa diferente. Hoje senti um vazio que não é um vazio igual aqueles outros milhões de outros. Sabe, eu tenho impressão que os vazios são todos iguais. Às vezes eu até acho que eles deveriam mesmo ser, até a gente abusar de sentir vazio e decidir não sentir mais. Às vezes eu também acho que a gente deveria parar de sentir, mas aí eu teria que travar uma enorme briga com todo o meu sistema nervoso, que não anda tendo tanta crise de nervos ultimamente. Mas, enfim, o vazio que eu estava falando: Meu pisar. Meu amor, acredita que não sinto mais meu pisar? Será que mudei de sapatos? Será que dormi de mau jeito e deixei tudo dormente? Será que fiquei tempo demais em pé? Aí você responde com aquele jeito sapeca: Será! Tá bom, amor, pára de brincadeira que a coisa é séria. Cansei daqueles vazios. Juntei tudo dentro de um saco amarelo e mandei reciclar. Aí, como resultado, ele virou outro. Maluco. Será que é assim de pé dormente que a gente perde chão? Tava pensando aqui... Será que perder chão é assim mesmo? Trocar de sapatos? Dormir de mau jeito? E perder chão é bom é? Então, meu bem, acho que cairia muito bem uma daquelas massagens que eu nunca ganhei. Olha só, vou te dizer só uma vez, cuidado com suas dormidas de mau jeito! Cuidado também por onde você pisa viu? Já vi que pisar é coisa muito séria e massagem não é cortesia.



Escrito por mim às 00h46
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Segunda feira

 

Eu aqui querendo saber por onde você anda, pra quem você sorri nesse momento, no copo de cerveja de quem você brinda. Eu aqui queria saber em quem você dá um fora. Quem se ofereceu pra acender o seu cigarro. Que mulher você olha e acha tola, acha igual, pequena, boba. Eu queria saber pra quem você olha agora e prolonga, e cria um elo. Eu aqui queria saber se nesse momento você ouve, você engole, você dorme, você briga, você qualquer coisa que não pensar em mim. Eu aqui nesse momento queria saber de você, qualquer coisa que fosse, um toque no celular. Eu aqui queria saber seus planos, todos os seus milhões de defeitos, e todos os planos utópicos que tínhamos juntos. Eu aqui queria tanto saber em quem você faz cafuné, com quem você almoça, na casa de quem você passa os fins de semana, o nome do seu primeiro filho. Mas vai já chegar segunda feira e meu pé precisa estar no chão. Vai já chegar segunda feira e eu preciso parar de respirar e de sonhar e de tudo aquilo que pinta a alma de cor que nem mesmo existe. Vai já chegar segunda feira, e segunda feira não reserva tempo nem pras milhões de lágrimas que tenho pra você e só pra você. Segunda feira ta chegando e eu fico imensamente triste por abortar todos os meus pensamentos. Fico triste por sair do topo do penhasco, por voltar pro vale, pra sombra, pra calmaria. Por parar de sonhar e conformar com a vida igual a todas as pessoas paranormais. Por começar a ter que ser quem eu não sou, só pra satisfazer o sistema. Ah, eu queria tanto saber por onde você anda nesse momento, só pra eu sentir um pouquinho mais a brisa de cima do décimo quarto andar...



Escrito por mim às 14h04
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"NÃO VOU VOLTAR A TRÁS, O CHÃO SUMIU A CADA PASSO QUE EU DEI..."

 

É tão bom estar prestes a desistir.

É tão gostoso que tenho medo de perder a graça depois que tudo já tiver sido jogado pra cima...



Escrito por mim às 23h31
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Belle and Sebastian

I wrote a letter on a nothing day
I asked somebody "Could you send my letter away?"
"You are too young to put all of your hopes in just one envelope"

I took a book and went into the forest
I climbed the hill, I wanted to look down on you
But all I saw was twenty miles of wilderness so I went home

(If she wants me)



Escrito por mim às 15h04
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CONSELHOS DA MELHOR FLORZINHA DO JARDIM ou AS NOSSAS CONVERSAS FICAM CADA DIA MAIS GOSTOSAS

Ta vendo...
Essas coisas não acontecem só na realidade.
Acontecem na novela também!



Escrito por mim às 15h41
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DOIS LADOS

Alecrim no meu jardim, girassol, botequim. Tem no canto daqui e não no canto de lá. Pôr do sol e coração, lápis e papel na mão. Sonho cor de quero mais. Dia a dia baticum, briga por motivo algum. Tem pimenta sim senhor. Cai a tinta lá no chão, pra que canto ela vai? Corre tudo de repente, inclina um lado, o outro sente. Um azul outro lilás.

Bem do lado mais sapeca, ele insiste, ele pega. Prende a cor que quer pra si. Lá no outro calmaria, cama feita todo dia. Um amor, uma cor, uma paz.

Qual navio vai chegar se no porto encontrar uma cor de carmesim? Eu não sei se é assim, mas sei que no canto de lá tem cais guardado pra mim.



Escrito por mim às 21h47
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Queria saber se essa sensação de "se"
é incurável e predominante.


Eu tenho asa. Eu não uso. E se?




Escrito por mim às 23h48
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O que ainda me sustenta? Uma mania? Duas? Uma oração? Um sentimento que não sei o que é? Minhas confusões? A busca pelas respostas? O pensar? O não pensar? O que ainda me sustenta, me da forças? O que me segura? Meu esqueleto? Meu espírito? Minhas lágrimas? O meu eu que nem eu sei dizer o que é? O que ainda me mantem respirando? Um sonho? Que sonho? Que caminho? Cadê a certeza que estava aqui? Certeza bebe água? É freqüente? Volta! Por que dói? Será os pulmões? (o que me faz continuar respirando). Cadê o sentido que estava aqui? Tinha sentido? Eu senti algo? Ou senti demais? Cadê o rumo? Tinha rumo? Ainda não rumei a bagunça do meu quarto. Nem da minha vida. Mudei de quarto. Ainda não vendi as asas. Ainda não desisti. Mas então, o que ainda me sustenta?

Escrito por mim às 20h40
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Eu vivo mudando, virei muda
E enquanto ninguém me rega vou morrendo aos brailes
Baldes de água fria
“E quem vai pensar que tudo é lágrima?”
Tão gelado que dói na pele
Água fria que me rega louca,
seca, injusta
Escorre e vai embora
Eu fecho os olhos tentando dizer que passa
“Pára!”
Não sai palavra alguma:
Eu, muda
Eu calada, regada, desregrada. Muda.





Escrito por mim às 19h45
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Estou aqui ouvindo a música que você me mostrou em noite de lua linda. Um dia depois do pior aniversário de todos os tempos. Descobri que madrugada é horário que aperta de tanta saudade. Aliás, descobri não, já sabia. Mas é que hoje aperta mais. Quanto mais tempo se vive, mais se aperta. Injusto isso né? Quantos pedacinhos de coração quebrado ainda vão existir pra compor tantas madrugadas? Cada um aperta. De quantos pedaços precisa pra se ter certeza? O que vale a pena? Quantas perguntas sem respostas você acha que eu tenho na minha caixinha de madeira? Onde eu guardo isso que transborda?
Desculpa pelas madrugadas que te encho de tristeza com esse meu medo repentino e essa minha saudade de coisa que eu nem sei o que é. Você sempre sabe. E eu já disse que vou te morder pra ver se aprendo a saber também? Talvez, amor, o remédio seja dormir antes de meia noite. Só que seu cafuné vai ter que pular trilhões de barreiras. Às vezes eu queria que você existisse de verdade. Nas outras eu me conformo com suas mensagens. Preciso de um sonífero. Urgente.


Escrito por mim às 00h48
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Pequeno desabafo amoroso

Maldito!

 

Ops. Escapuliu.



Escrito por mim às 23h39
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Sabe?

É que não existe mais as minhas costas sem as suas mãos. Não existe. Sei lá, eu não sinto mais. Não sei como isso foi acontecer, mas simplesmente não existe. Não sei se foi enquanto eu prendia meu cabelo bagunçado, ou enquanto vc procurava meu cheiro pelo banheiro. Sei lá... Alguém poderia dizer "é a vida". Mas hoje acordei com vontade de colocar band aid. Porque também outro alguém poderia dizer que o normal é colocar band aid e não deixar sangrar. Tem dias que acordo querendo sangrar. Tudo bem, a maioria dos dias. Mas hoje não. Então não é simplesmente a vida e ponto final. É você. Você levou embora suas mãos e minhas costas. E não sei que mania chata é essa de enfiar medidas entre a gente. Eu já passei pelo delta S e delta T. Já passei! Se bem que eu acho mesmo que essa lentidão fica até mais gostoso. Sei lá [lá vai eu de novo no sei lismo] mas é que ando aprendendo a controlar minha fome amorosa ansiosa. Nem sei como. Aliás, acho que é treinando. É olhar pro telefone tocando e não atender. Conta até cinco. Isso, respira. Não atende. Naaaão. Pois é, ficou mais gostoso, acredita? Já estou até começando a gostar da idéia de você ter levado minhas costas. Só vai começar a complicar quando perceber que, eita, fui junto. Será? Aí você responde sorrindo "será!". Mas enfim. Vou continuar repetindo pra você remeter os dedos em vez de cartas de amor porque vou sempre ler de novo Elisa Lucinda. Deixa assim um pouco diferente. Do tipo aquele filme [faz um barulho diferente só pra parecer autêntico]. Esse amor não deveria ser normal. Não deveria ser igual. Não deveria ser.



Escrito por mim às 03h53
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Eu tenho uma tendência.
Sem complemento nominal.
Tende e basta.



Ps.: Hum rum. To guardando tudo na caixinha de madeira. Eu lembro sim. Depois do carnaval. Tá, to esperando. Outro.



Escrito por mim às 22h57
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